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O LED e o mercado em expansão

Alfredo Bomilcar e Georges Blum (*)

 

Com sua consolidação para economia de energia e com a crescente melhoria em sua eficiência, o LED e a iluminação LED vêm se tornando cada vez mais populares e com isso seus custos caem a cada ano. Além disso, vêm ganhando cada vez mais versatilidade e, consequentemente, mais alternativas em sua aplicação.

No ano de 2017 vimos uma expansão impressionante do LED e da iluminação LED, que invadiram e caíram no gosto popular para as mais diversas aplicações, sejam em lâmpadas, luminárias (internas, externas ou públicas), projetores ou mesmo em lustres de aplicação decorativa.

Para mensurar o que estamos falando, o mercado global de luminárias LED representou, em 2014, US$ 24 bilhões e se projeta um crescimento de 10% ao ano até 2022, atingindo US$ 45,6 bilhões. Estima-se que as luminárias internas representem 70% do total do mercado de luminárias (Fonte: Revista Lumière Electric, ed. 219, Ago/16).

Com a certificação das lâmpadas LED em 2016, houve um incremento no mercado de luminárias internas de quase 95%, ou seja, partimos de aproximadamente 16 milhões de unidades em 2015 para quase 31 milhões de unidades importadas em 2016 (Fonte: Abilumi – Aliceweb/RFB). Neste mesmo período, as lâmpadas se mantiveram no patamar de 131 milhões de unidades importadas.

Para 2017, prevemos uma importação de 60 milhões de unidades (41,4%) contra 145 milhões de unidades de lâmpadas, mostrando um crescimento muito maior das luminárias internas. E para 2018 prevemos 120 milhões (75%) e 160 milhões de unidades respectivamente. Em 2019, estimamos que a quantidade de luminárias internas possa ultrapassar a de lâmpadas LED, ou seja, a tendência é de um grande crescimento anual.

Para tal, vejamos as tendências da última feira mundial de iluminação, ocorrida recentemente, no mês de Outubro, em Hong Kong – a Hong Kong Lighting Fair, a maior feira de iluminação do mundo. Segundo a HKTDC – Conselho de Desenvolvimento do Comércio de Hong Kong e organizador da feira -, o evento tem mais de 3.000 expositores, a Feira Internacional de Iluminação de Hong Kong, apresenta ótimas perspectivas comerciais na indústria de iluminação.

Quem visitou o evento este ano pode observar também uma perfeita sinergia entre o design, a iluminação, o hardware e os negócios de melhorias para casas, neste particular um crescimento de produtos chamados de “IoT” (Internet of Things), que podem ser comandados a distância.

Pavilhão da Hong Kong Lighting Fair, a maior feira de iluminação do mundo, com cinco andares de exposições. (Crédito: Divulgação)

 

Na Hong Kong Lighting Fair também tivemos a oportunidade de ver que o LED trouxe de volta a versatilidade das lâmpadas incandescentes com filamento led, com a vantagem da economia de energia e a versatilidade de aplicações, que antes somente se conseguia com as lâmpadas neon, e também por não usarem nenhum equipamento auxiliar para seu acendimento e com duração muito maior.

Os lançamentos atraem centenas de milhares de pessoas, técnicos, designers, arquitetos e interessados em iluminação, que vêm de todos os continentes e podem encontrar no mesmo local um verdadeiro mapa indicativo de quais serão as principais tendências de iluminação para os anos seguintes.

Outra grande novidade que podemos citar da edição de 2017, além do crescimento das luminárias, são os produtos para horticultura. Este é um mercado a ser explorado e que ainda é muito carente de conhecimento técnico, mas vem crescendo na Europa e nos Estados Unidos, onde existe uma necessidade maior de alimentos. Há uma grande variedade de produtos, desde downlights até painéis, onde podemos ter várias temperaturas de cor a um clique no interruptor, fazendo com que a lâmpada ou luminária possa transformar meu ambiente sem ter que investir muito em diversos produtos diferentes.

O interesse por produtos com aplicação solar também foi um destaque, onde pudemos ver que teremos luminárias públicas, projetores que poderão ser aplicados nos mais distantes locais de países que tem deficiência de fornecimento de eletricidade, usando a energia solar, tornando a iluminação inclusiva mesmo nos locais mais distantes.

Os LED´s estão ficando mais eficientes e passando por muitas evoluções tecnológicas, como LEDs até 30% mais eficientes, evolução dos LED´s filamentos em aplicações em novos substratos como grafeno, que proporcionam mais flexibilidade aos desenhos internos, se aproximando das lâmpadas “retrô”, projetos de design que buscavam aconchego e novos cenários dentro da nossa casa, aplicando materiais antigos e naturais até o uso abusivo do plástico.

Os produtos que são inspirados na estética dos anos passados, os retrôs, mas que usam tecnologias atuais. Por exemplo, produtos que mudam de intensidade e cor ao comando de celular, interruptor ou a distância pelo computador. Ou ainda lâmpadas de LED que além de fazerem o papel de iluminação podem ser usadas como balizadores na falta de energia, tocar música ou ainda gastar pouco na conta de luz, mudando a intensidade de luz ao comando do interruptor.

Outra combinação útil e curiosa são luminárias que podem ser usadas como pendentes, de sobrepor ou embutir, nos designs que conhecemos e em novos designs como as “UFO”, em formato de disco voador.

Se de um lado o LED nos abre um grande horizonte de oportunidades em sua aplicação, por outro lado nos acende um sinal amarelo enorme no sentido de fixar regras para que produtos sejam seguros e duráveis, pois os produtos desta tecnologia não serão trocados pelo final de vida, mas pela grande rotatividade em termos de novidades que se apresentam cada vez que visitamos uma feira deste tamanho.

Estamos próximos de produtos que conversarão entre si, com nossos dispositivos móveis e outros, chamados “IoT”, e que para que não tenhamos maiores problemas, precisaremos de muito mais conhecimento, trabalho técnico e de pessoas que se dediquem a padronizar tecnologias para que esta realidade seja viável logo, para mais pessoas e em um futuro muito próximo.

Alfredo Bomilcar é Engenheiro Eletricista, consultor de empresas e coordenador do Comitê Técnico da Abilumi.

Georges Blum é presidente-executivo da Abilumi e Engenheiro de Produção.

BNDES aprova regras para credenciamento de luminárias LED de alta potência
Procel Info

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou as regras para o credenciamento de luminárias baseadas em diodos emissores de luz (LEDs) de alta potência para aplicações como uso em iluminação pública, ambientes externos em geral, indústrias e galpões. Os equipamentos credenciados podem ter aquisição financiada nas operações de crédito do Banco.

Em linha com políticas de credenciamento adotadas para equipamentos de geração de energia elétrica a partir das fontes solar e eólica, as normas buscam incentivar o conteúdo local, com foco em inovação e desenvolvimento de componentes de alta tecnologia.

As luminárias LED de alta potência têm alto potencial transformador no meio urbano e em ambiente industrial, por proporcionarem redução de consumo energético e de custos de manutenção, além de permitirem conectividade, sensoriamento do ambiente e de outros serviços que poderão ser prestados a partir do poste de iluminação. No ambiente urbano, a melhoria da qualidade da iluminação tem impacto direto na segurança.

As regras, válidas por cinco anos, contados a partir de sua aprovação, foram elaboradas a partir do diagnóstico da presença crescente da eletrônica em diversos setores da economia, tornando-se uma área do conhecimento básica para o desenvolvimento de produtos e processos industriais. A metodologia foi elaborada após discussões com a indústria de iluminação e eletrônica.

Chips – Buscando estimular parcerias locais que incentivem o desenvolvimento do ecossistema de microeletrônica no Brasil, as regras exigem a incorporação de chips projetados no País nas luminárias comercializadas com recursos do BNDES a partir de 2018.

Nas luminárias, os chips são responsáveis, por exemplo, pelo controle da intensidade luminosa, comunicação com a rede e sensoriamento local. O diagnóstico do BNDES identificou um conjunto de empresas locais e multinacionais aqui instaladas que estão aptas a desenvolver esses e outros circuitos integrados. A fabricação local desses componentes contará com incentivos adicionais, mas não obrigatórios.

As normas completas para o credenciamento de luminárias LED de alta potência estão disponíveis no Portal BNDES no link: http://bit.ly/2j9rIsz.

Luz de emergência: Entenda como funciona e saiba onde usar

A luz de emergência LED é usada mais em estabelecimento comercial, prédios, empresas e escritórios. Elas não são úteis apenas quando há falta de energia no ambiente, mas também em casos de incêndios. Luzes de emergência são específicas e devem seguir o padrão da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) da norma NBR 10.898.

 

Ela também pode indicar alerta de escadas ou saídas em ambientes de baixa luminosidade. Proporcionando um acesso de segurança as pessoas. Se você quer saber mais sobre esse assunto, preparamos esse artigo com dicas e orientações. Confira!

Onde a luz de emergência pode ser instalada

Ela pode ser instalada em diversas construções, mas normalmente é mais usada em ambientes que recebem grande fluxo de pessoas. De acordo com o Corpo de Bombeiro, a luz de emergência deve ser obrigatória em:

  • Condomínios comerciais e residenciais

  • Saídas de emergências

  • Escadas de serviço

  • Teatros

  • Elevadores

  • Cinemas

  • Escolas

  • Hotéis

  • Shopping e

  • Quaisquer outros lugares públicos

É incomum ter em residências, mas podem ocorrer situações que seja necessário pela segurança. Como por exemplo, em sobrados.

Como instalá-la

Isso irá depender muito do ambiente que você quer instalá-la. Se a luz de emergência já constar no projeto de prevenção, basta você apenas colocar o que foi solicitado. Caso não consta, instale em lugares estratégicos.

 

Se for um pequeno escritório, por exemplo, coloque uma iluminação pequena e simples. Já se o local é maior, sendo um supermercado, por exemplo, é necessária uma luz de emergência mais potente.

É importante sempre salientar que o objetivo dessa iluminação é garantir segurança para as pessoas que frequentam o ambiente. Portanto, não é preciso 100% de iluminação, apenas o suficiente para que todos tenham visibilidade.

Uma dica importante é testar a sua iluminação e ir adequando de acordo com a necessidade. Para isso coloque-a em um ponto do ambiente e apague as luzes elétricas, deixando apenas a luz de emergência acesa. Faça um teste visual, prestando muita atenção em todos os cantos do local. Se possível utilize um luxímetro para que a analise seja mais exata. O principal objetivo é ter uma luz adequada, atendendo a necessidade em casos de possíveis evacuações de emergência.

Modelos de luz de emergência

Assim como dissemos acima, o modelo vai depender basicamente do tamanho do ambiente que deve ser iluminado. A intensidade desse tipo de luz é medida em lux, que é uma relação feita pela quantidade de lúmen por m² do ambiente a ser iluminado.

Segundo a ABNT existem dois modelos de iluminação de emergências, são eles de sinalização e de aclaramento. A de aclaramento possui como principal função iluminar o piso para lugares de circulação horizontal ou vertical com saída para área exterior.

Se você tem um ambiente que precisa de luz de emergência, faça esse bom investimento. É importante para a sua segurança e das pessoas que transitam, seja no seu condomínio, na sua empresa ou em qualquer outro lugar. Vá até uma loja especializada adequada, que você poderá encontrar preços acessíveis e produtos de qualidade.

INCENDIO – COMO FUNCIONA UM SISTEMA DE ALARME ? DICAS


Como Funciona um Sistema de Alarme de Incendio.

Neste artigo iremos explicar para você como funciona um sistema de alarme de incendio, quais suas vantagens e desvantagens, quais os principais sistemas: o convencional ou o endereçável.
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Muitos eletricistas já trabalharam com esses sistemas, mas você que nunca trabalhou com isso já pensou em fazer essas instalações?

A seguir veja como fazer uma instalação de alarme contra incendio.

SISTEMA DE ALARME DE INCÊNDIO CONVENCIONAL

Este sistema é sem duvida o mais simples de ser instalado e tem seu funcionamento baseado no acionamento manual, isto é, este sistema possui uma central cabeada com todos os botões de alarme de incendio.

Neste sistema todo o layout contem em pontos estratégicos e de fácil acesso, o cabeamento das botoeiras devem ser ligadas diretamente à central, na mesma possui um painel onde pode ser customizado de acordo com as regiões , no painel possui diversos led’s, onde cada um tem uma finalidade, deste modo o cliente pode nomear cada um de acordo com a localização da botoeira, ou caso preferir, pode ser feito um mapa onde o instalador devera posicionar cada led no local da planta baixa em que a botoeira está instalada.

SISTEMA DE ALARME DE INCENDIO ENDEREÇÁVEL

Esses sistemas são os mais sofisticados e que tem uma maior aceitação no mercado devido a sua precisão e capacidade de trabalho. O sistema em si é cabeado a partir do painel e pode ligar diversos dispositivos de acionamento, podendo até trabalhar com tipos diferentes de acionadores, isto é, botoeiras, detector de fumaça, detector de temperatura, etc.

 

Esse sistema possui uma lógica de confirmação de dados, onde a todos instantes um microprocessador executa a leitura do ambiente verificando se todos os equipamentos estão dentro dos seus estados.

VANTAGENS DO SISTEMA ENDEREÇÁVEL COMPARADO COM O CONVENCIONAL.

Para quem já trabalhou com os dois tipos de sistema conhece as vantagens do sistema endereçável em comparação com o convencional. Confira algumas das vantagens dos sistema endereçável:

  • A segurança

  • O circuito endereçável é mais econômico, uma que analisamos a quantidade de fio que é utilizado para o cabeamento.

  • Armazenamento de sinais: com uma memoria interna, o sistema armazena os dados de pulsos dos alarmes ocorridos, deste modo, mesmo com a comunicação interrompida é possível localizar o ponto de incendio.

  • Precisão no foco de incendio: possui uma interface que é feita por um microprocessador, que é possível trabalhar com os painéis eletrônicos ou IHM, deste modo, pode ser feiro um trabalho bem mais caprichado e detalhes com precisão onde oincendio esta.

  • Monitoramento continuo: caso algum cabeamento venha a falhar, este recurso é ótimo, mesmo com tal problema o o servidor continua mandando mensagens através da rede.

  • Confirmação do sistema loop: este sistema executa em sua programação uma confirmação a partir do painel de controle para os alarmes e sinalizadores, isto acontece também no contrário, os sistemas de sinalização fiscalizam a central, evitando assim, falsos alarmes e pulsos harmônicos.

Um ponto importante que vale a pena ressaltar, é que no momento da instalação é o zoneamento, isto é, você tem que separar todos os layout em zonas, assim você pode em qualquer sistema de alarme de incendio realizar dentro das zonas as sub-zonas e ser mais preciso e realizar a evacuação do prédio com muito mais segurança.

O sistema de iluminação de emergência deve clarear os ambientes de passagem horizontal e vertical com iluminação suficiente para evitar acidentes e garantir a evacuação das áreas de risco, cumprindo o objetivo de proteger a vida das pessoas e facilitar a ação dos bombeiros. miada em 2016 e 2017 pelo IMEC como sendo a melhor fornecedora de iluminação de emergência.

 

 

“O sistema de iluminação de emergência pode ser composto por blocos ou ainda por módulos autônomos, atualmente mais utilizados pela fácil instalação, contendo lâmpadas fluorescentes, dicroicas ou LEDs. Há também as centrais de iluminação de emergência e luminárias compostas pelos mesmos tipos de lâmpadas e com tensão máxima de 30 volts

 

Considerando o desempenho das indústrias fabricantes de LEDs de alta eficiência, temos hoje equipamentos para iluminação de emergência que emitem mais luz, com autonomia maior e fluxo luminoso constante, utilizando baterias de melhor qualidade e menos agressivas ao meio ambiente”, finaliza Amaral.

O alarme de incêndio é o sistema responsável pela informação de todos os usuários envolvidos em uma determinada área da iminência da ocorrência de um incêndio ou no princípio do mesmo.

Normalmente um sistema deste tipo é instalado nas instalações a proteger e não precisa de alterações no futuro. É constituído por detectores automáticos, baseados na detecção de fumochama ou calor, por acionadores manuais, baseados na observação humana do princípio de incêndio para posterior acionamento do alarme que envia alerta para uma central de alarme. Esta central de alarme por sua vez envia sinais de alerta para dispositivos de sinalização audiovisual como sirenes e luzes de emergência.

No Brasil, a norma técnica oficial que define os parâmetros dos sistemas de alarme e detecção de incêndio é a norma ABNT NBR-9441 cuja última revisão foi publicada em 1998.[1]. Esta foi cancelada em 01/10/2010 e substituída pela ABNT NBR 17240:2010.[2]